E R R A T A – p/ Lucio Carvalho Outros Down House, 1858: o memorial de Charles Waring Darwin

Down House, 1858: o memorial de Charles Waring Darwin

Eu sei que a minha falta de pressa quase exasperou os editores da Editora Dialogar, especialmente a Letícia Möller, por divulgar a chegada de “Down House” do parque gráfico. Bom, este é um livro que está nascendo há quase dez anos, então isso explica a minha falta de pressa. As pessoas que me julgam impaciente na verdade cometem uma grande injustiça. Eu tenho muita paciência e cautela com as coisas que me disponho a fazer.

Nestes dias que já estamos com o livro temos trabalhado bastante no sentido de viabilizar o seu lançamento e outras providências. Eu nem digo que eu tenho a boa sorte de ter uma editora tão compenetrada quanto ela, pois não é sorte, eu tinha certeza de que seria assim e fico muito feliz que agora, sim, temos data e local de lançamento deste livro que, como peça gráfica, é uma joia nas suas 180 páginas. Isso vale para a concepção, para o design maravilhoso bolado pela Cintia Belloc, para tudo.

Em relação ao texto e ao que o motivou eu convido a que visitem o site que preparamos para divulgar e também para comercializá-lo. Em breve, espero poder dar mais informações e tb tirar dúvidas dos leitores e curiosos. Até lá, estaremos trabalhando para que essa breve história possa chegar o mais longe possível.

Vou aproveitar a oportunidade e registrar meu profundo agradecimento à minha querida amiga Ana Claudia Brandão, que gentilmente leu e só depois escreveu a orelha do livro, como tem que ser..

O lançamento vai ser no dia 25/05, no Museu de Ciências e Tecnologia da PUC RS e haverá um debate prévio com os os professores José Roberto Goldim e Vivian Missaglia.

O livro já está à venda tanto no próprio site como no da editora. E não é pré-venda. Quem comprar, já recebe, sem demoras.

O site fica em https://downhouse.online

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Coisas outrasCoisas outras

Num limiar, numa pequena fresta entre os gêneros literários mais “nobres”, é onde foi se alojar a crônica. O seu aspecto simples, comum, prosaico, às vezes simplório mesmo, ao longo do tempo tornou o gênero o mais praticado pelos leitores. Sim, pelos leitores, pois a crônica é o gênero no qual o leitor mais toma parte ativa e do qual se pede cumplicidade e concessão desde a primeira letra.

Quero dizer com isso que faz muito sentido um poeta escrever uma obra para a posteridade, por exemplo, mas nem um sentido isso faz para o cronista. A poesia é gênero que mira a eternidade enquanto a crônica vislumbra quando muito o horizonte do momento. A brevidade do momento e, às vezes, a anotação de um pensamento qualquer. Sua durabilidade depende de um sentido de universalidade distinto de outros gêneros. Um que se estabelece, por contraditório que pareça, na fixação do efêmero.

Mas aqui, para encerrar de uma vez essas considerações iniciais, interessa mesmo dizer que as definições de crônica sabidamente nunca chegaram a um consenso e cada cronista tem lá suas especificações e instruções particulares, como se tratasse de fórmula alquímica. Ou um modo de agir.

Enquanto alguns se dedicam mais ao cotidiano, outros vão à berlinda com a ficção, outros ainda se dedicam ao humour ou sentimentalismo, enfim, as margens são muitas, mas o que talvez mais importe seja que a crônica é a escrita desarmada por excelência, e que não deseja comprovar coisa alguma, muito mais oferecer o olhar do escritor conforme ele é menos articulado e consequentemente mais espontâneo. Eis aqui uma definição universal? Quem dera, mas penso que são apenas as instruções de que falava antes a respeito do que o leitor poderá encontrar neste apanhado.

Possivelmente, as crônicas e textos reunidos neste volume tenham em comum a diferenciação dos demais gêneros do que uma fórmula própria. A ausência de fórmula e premeditação, aliás, é o que sempre me levou a escrever com a displicência necessária a quem deseja escrever para nada comprovar, pelo ímpeto de traduzir em palavras pensamentos e situações que poderiam muito bem passar sem qualquer registro. Ninguém notaria sua falta. Todavia, depois de escritas, tornam-se indispensáveis. Parte mesma das coisas quaisquer que sejam elas: as “coisas”.

O que eu noto mesmo é que nesse conjunto que segue há uma pobreza impressionante de metáforas. Também não há símiles. Dito isso, sabe-se então que a poesia não pode estar erguida sem esse sustentáculo retórico que a ergue no ar, com sua solenidade tamanha. Não. Nestes textos, não há solenidade a não ser aquela encontrada ao acaso nas ruas, onde se tropeçou nela e se a encontrou e abraçou como um pensamento comum, ordinário, reconhecível à distância, do caráter mais humano –  e por isso falível – do vivido e pensado ao  escrito.

Por essas razões (e outras que não me ocorrem agora), o que vem a seguir não tem uma linha temática, um estilo, uma abordagem ou uma proposta definida. De tudo o que tenho escrito, são as coisas menos projetadas. Não eram exatamente para dar em livro, deram ares nas redes sociais, às vezes algum veículo as publicou e muitas vezes foram pensamentos que sem muito esforço nasceram e vivificaram. Não são poemas, mas podem eventualmente trazer o poético. São quase contos, sensações do momento, impressões de alguma coisa. São as coisas outras que nunca almejaram o literário e só mesmo a crônica em sua liberdade e despojamento poderia abraçá-las nessa intenção desfeita em pouco, agora registrada em livro.

Prêmio AGES Livro do Ano 2024Prêmio AGES Livro do Ano 2024

O Prêmio AGES Livro do Ano 2024 foi entregue no dia 4 de dezembro de 2024, no Espaço Força e Luz, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A cerimônia premiou as melhores obras literárias publicadas em 2023 por autores gaúchos ou residentes no estado. 

Na categoria Narrativa Longa, o escritor Lucio Carvalho recebeu o Prêmio AGES por “La Minuana”, publicado pela TAN. O troféu foi entregue por Max Ledur, presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro.

A cerimônia de entrega do Prêmio AGES Livro do Ano 2024 ocorreu no dia 4 de dezembro passado no Espaço Força e Luz (Rua dos Andradas, 1223, Porto Alegre/RS).

A presidenta da AGES, Liana Timm, conduziu a premiação, ao lado da vice-presidenta cultural da entidade, Cátia Castilho Simon.

Nesta edição do Prêmio AGES Livro do Ano, a AGES – Associação Gaúcha de Escritores celebrou a literatura produzida no Rio Grande Sul com dois prêmios especiais, entregues à escritora Valesca de Assis e ao escritor Tabajara Ruas, que têm se destacado no cenário literário.

Também foi feita uma homenagem ao escritor e produtor cultural Doralino Souza da Rosa, editor da revista Paranhana Literário, falecido este ano.

Confira os livros escolhidos como vencedores do Prêmio AGES:

NARRATIVA LONGA
La Minuana“, Lucio Carvalho (TAN)

NARRATIVA CURTA
Vespeiro“, Irka Barrios (DarkSide Books)

CRÔNICA
Cevando a palavra“, Demétrio Xavier (Coragem)

POESIA
AB Cena“, Sabrina Dalbelo (Urutau)

INFANTIL
Para onde vai, Dona Lesma?“, Helo Bacichette (Elos do Conto)

JUVENIL
Aguapés“, Giovana Oliveira (Urutau)

TEXTO DRAMÁTICO
Bonecas de argila & Cambalache 2.0“, Jorge Rein (Bestiário)

ESPECIAL
Meu Corpo Negro: Memórias“, Nathalia Protazio, Marieta dos Santos da Silveira, Tônio Caetano, Tiago Maria e outros (Independente)

TRADUÇÃO
Poemas japoneses de morte“, Roberto Schmitt-Prym (Bestiário)

NÃO-FICÇÃO
Nós não caminhamos sós – Histórias de isolamento no antigo Leprosário Itapuã“, Ana Carolina de Oliveira (Sulina)

Neste ano, 66 escritoras e escritores de todo o Rio Grande do Sul, integrantes da AGES, participaram da escolha dos vencedores do Prêmio AGES Livro do Ano 2024.

O júri especializado que indicou os finalistas foi composto por:

POESIA E CRÔNICA: Vitor Diel, Divanize Carbonieri e Ana dos Santos

NARRATIVA LONGA E NARRATIVA CURTA: Dani Langer, Júlia Dantas e Dione Detanico

DRAMATURGIA E ESPECIAL: Janaína Pelizzon, Marília Barcellos e Lígia Sávio

TRADUÇÃO E NÃO-FICÇÃO: Vera Ione Molina, Ronald Augusto e Marília Kubota

LITERATURA INFANTIL E LITERATURA JUVENIL: Noia Kern, Vera Teixeira Aguiar e Vanessa Ratton

A noite de celebração da literatura rio-grandense teve ainda o lançamento da antologia “Literatura Grande do Sul”, com poemas, contos e crônicas escritos por associadas e associados da AGES.

Fotos: Íris Borges/Divulgação AGES

Fonte: Literatura RS / AGES